domingo, 2 de abril de 2017

Marconi Perillo teria recebido R$ 90 mil em propinas da Delta Construções, diz denúncia da PGR


A denúncia contra o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), feita pela Procuradoria Geral da República ao STJ, diz que o chefe do executivo goiano teria recebido R$ 90 mil em propinas, divididos em duas parcelas de R$ 45 mil, pagas pela Delta Construções, do empresário Fernando Cavendish, também denunciado. De acordo com o vice-procurador geral, José Bonifácio Borges de Andrada, que assina a peça, a propina teve o objetivo de garantir a aditivação do contrato de locação de viaturas, mantido pelo estado de Goiás e a Delta Construções, que saltou de R$ 66 milhões para mais de R$ 75 milhões, o que só foi possível graças a participação do governador, já que ele, em razão do cargo que ocupa, tinha total autoridade para decidir em favor da Delta, bem como manter o fluxo de pagamentos em favor da referida empresa.
De acordo com a denúncia, em consequência dos valores recebidos indevidamente, Perillo determinou que fosse ultimada a segunda aditivação do contrato 75/2009, onerando o Estado em R$ 3,04 milhões. A denúncia chama atenção para o fato de que “Marconi Perillo teria plena ciência de que o valor dispendido com o contrato de locação, nos moldes como posto, era desvantajoso para a Administração e ilegal”. A PGR frisa que se o Estado tivesse optado por adquirir as 1.981 viaturas, objeto do contrato, ao invés de desembolsar os R$ 75 milhões com alugueres, gastaria apenas R$ 39 milhões.
Apesar de ter consciência do mal negócio para o Estado, Marconi Perillo teria, segundo a denúncia, autorizado que fosse levada à execução a segunda aditivação do contrato com a Delta, causando um prejuízo de mais de R$ 35 milhões aos cofres públicos de Goiás. Ainda de acordo com a peça da PGR, mesmo tendo informações de que as viaturas locadas não estariam equipadas com rádio transceptor e desembaçador traseiro, Marconi Perillo teria garantido o fluxo de pagamento à empresa de Cavendish.
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