sábado, 2 de dezembro de 2017

José Nelto diz que, se não se aliarem, PMDB e DEM caminham para o “matadouro”




O deputado estadual José Nelto é um misto de ânimo e desencanto. “O PMDB e o DEM precisam caminhar unidos em 2018, e, insisto, para o bem dos dois partidos. Sem o PMDB, o DEM provavelmente não elegerá nenhum deputado federal e, claro, nem o governador. Sem o DEM, o PMDB poderá eleger apenas um deputado federal e terá dificuldade para eleger o governador. Portanto, sejamos racionais: a união é fundamental para derrotar o candidato do governo, José Eliton, do PSDB”, disse o parlamentar ao Jornal Opção na sexta-feira, 24.
Sem uma aliança ampla, admite José Nelto, o PMDB só deverá eleger um deputado federal. “Será eu ou Iris Araújo. Uma aliança entre o PMDB, DEM, PRP, PHS, PSDC e PMN pode eleger aos menos cinco deputados federais e até dez deputados estaduais”, afirma. “O PT vai eleger Rubens Otoni e, devido ao desgaste, olhe lá.”
José Nelto teme que as oposições percam a sexta eleição con­secutiva para o governo. “Não se pode subestimar um candidato que esteja com o controle da máquina. Para enfrentar um grupo que está no poder há quase 20 anos, não resta outra saída senão a união das oposições. Não temos saída. Ronal­do Caiado, o pré-candidato do DEM, e Daniel Vilela, pré-candidato do PMDB, precisam ser racionais, adeptos, na prática, da realpolitik. Desunidos, nenhum dos dois vai conseguir formar um chapa competitiva. Deve­mos nos unir, senão pelo prazer, ao menos pela dor. A oposição, se desunida, caminha para o ‘ma­tadouro’. Sua chance é zero. É simples: a unidade significa vi­tória, sua falta resultará em derrota.”
O peemedebista aposta que em março, com o quadro mais definido, as oposições vão se unir. “O interior pede, em pe­so, uma candidatura única, uma composição entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado. Devemos ouvir as bases, mas de verdade. Acredito, até, que quem tentar dividir as oposições vai ficar sozinho e, lógico, derrotado. Se as oposições marcharem unidas poderão, inclusive, atrair descontentes da base marconista. Porque, com expectativa de poder, se tornará atraente.”
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